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Descolamento de Retina Regmatogênico: A Corrida Contra o Tempo para Salvar Sua Visão

  • Foto do escritor: Dr. Ever Rodriguez
    Dr. Ever Rodriguez
  • 2 de set. de 2024
  • 14 min de leitura

Atualizado: 28 de jun.

O Descolamento de Retina Regmatogênico é uma condição oftalmológica grave que exige atendimento médico imediato. Com alto potencial para causar perda irreversível da visão, trata-se de uma verdadeira emergência oftalmológica. Estimativas indicam que essa condição afeta aproximadamente 6 a 17 pessoas a cada 100.000 habitantes por ano [Mitry D. et al., 2010]. Sem diagnóstico preciso e tratamento cirúrgico rápido, o quadro pode evoluir para piora visual importante ou até cegueira permanente [van Bussel, Erik M. et al., 2014].


Antes da década de 1920, o descolamento de retina era considerado intratável, com evolução natural para perda da visão, até os avanços pioneiros do oftalmologista suíço Dr. Jules Gonin, que mudaram profundamente a compreensão e o manejo da doença [Morais FB., Int J Retina Vitreous. 2018]. Nas últimas décadas, a evolução da vitrectomia via pars plana e o uso de tamponantes modernos elevaram as taxas de sucesso cirúrgico para patamares superiores a 90% tornando possível salvar a visão de milhares de pessoas.


Neste artigo, você vai entender por que o Descolamento de Retina Regmatogênico é tão urgente, quais são suas causas, sintomas, fatores de risco, formas de diagnóstico, prevenção e principais cuidados. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a importância da intervenção precoce e oferecer informações baseadas em evidências para pacientes e profissionais de saúde


Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR) é uma das emergências mais críticas da oftalmologia
Descolamento de Retina Regmatogênico é uma Emergia Médica

O Que é Descolamento de Retina?

A Retina é uma fina e complexa camada de tecido nervoso localizada na parte posterior do olho. Sua função é captar os estímulos luminosos e convertê-los em impulsos elétricos que seguem pelo nervo óptico até o córtex visual cerebral, onde são interpretados como imagens [Jozsa F. et al., 2026]. Quando essa estrutura se descola, a visão fica comprometida de forma progressiva e potencialmente irreversível.


O Descolamento de Retina ocorre quando a retina neurossensorial se separa do Epitélio Pigmentar da Retina, conhecido como EPR. Esse tecido de suporte é essencial para a homeostase e o metabolismo dos fotorreceptores [Strauss O. 2004]. Ao se descolar do EPR, a retina deixa de receber adequadamente oxigênio e nutrientes provenientes da coriocapilar, iniciando um processo rápido de sofrimento celular e apoptose dos fotorreceptores [Linberg KA. et al., 2002].


A janela terapêutica é estreita. O tratamento cirúrgico realizado idealmente dentro de 2 a 3 dias após o início dos sintomas é um dos principais fatores prognósticos para reduzir o risco de perda visual permanente e melhorar a recuperação da acuidade visual, especialmente quando há risco de acometimento macular  [Miyake M. et al., 2023].


Por Que o Descolamento de Retina é uma Emergência?

O Descolamento de Retina Regmatogênico deve ser interpretado como uma emergência oftalmológica absoluta. A urgência decorre da própria biologia ocular: uma vez que a retina perde contato com o epitélio pigmentar, ela entra em um processo progressivo de desnutrição e degeneração estrutural.


  1. Risco de Perda Irreversível da Visão

A Retina tem atividade metabólica extremamente elevada. Estudos científicos mostram que, após a separação, os fotorreceptores (especialmente os cones), responsáveis pela visão central e pela percepção de cores podem iniciar apoptose (morte celular programada) em menos de 24 horas [Linberg KA. et al., 2002]. Por isso, o tempo é decisivo para preservar a função visual.


  1. A Janela Crítica de 3 Dias no Prognóstico Visual

A deterioração visual é rápida e pode evoluir de uma percepção periférica alterada para a cegueira central em questão de horas ou poucos dias. Evidências científicas publicadas no American Journal of Ophthalmology, confirmam que a probabilidade de recuperação da acuidade visual diminui drasticamente quando a correção cirúrgica é postergada por mais de 3 dias a partir do descolamento da mácula [Miyake M. et al., 2023]. Portanto, a intervenção precoce é o diferencial entre a restauração da visão e o dano permanente.


  1. Complexidade Cirúrgica Crescente (Dificuldade de Reparo)

O tempo é o pior inimigo da anatomia ocular. Quanto mais tempo a retina permanece descolada e desnutrida, mais o tecido se torna rigido, atrofiado e propenso a desenvolver a Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR) [Feng K. et al., 2013]. Esse processo consiste na formação de membranas cicatriciais sobre a retina, que passam a "puxar" e deformar o tecido. A presença de PVR torna o reparo cirúrgico extremamente complexo, exige procedimentos mais invasivos e reduz significativamente as taxas de sucesso do reposicionamento [Pastor JC. et al., 2016].


  1. O Perigo Silencioso: Uma Condição Absolutamente Indolora

Um dos maiores desafios do descolamento de retina é que frequentemente é indolor. Sem dor para alertar o paciente sobre a gravidade da condição, muitos atrasam a procura por atendimento médico.


Descolamento de Retina acometendo a Macula
Descolamento de Retina Regmatogênico com acometimento Macular

Como Ocorre o Descolamento de Retina Regmatogênico?

A palavra “regmatogênico” deriva do grego rhegma, que significa rasgo ou ruptura. Como o próprio nome indica, esse tipo de Descolamento ocorre quando há uma ruptura retiniana, permitindo a passagem de líquido para o espaço sub-retiniano. O desenvolvimento da doença depende da convergência de três eventos anatômicos sucessivos [D'Amico DJ. 2008]:

  1. O Descolamento do Vítreo Posterior (DVP): O humor vítreo (o gel que preenche o globo ocular) passa por um processo natural de liquefação ao longo da vida, fazendo com que ele se encolha e se separe da retina.

  2. A Formação de Rupturas: Durante essa separação, se o vítreo estiver muito aderido à retina, ele gera uma tração mecânica que rasga o tecido, criando um buraco de espessura total.

  3. A Passagem de Fluido: O vítreo já liquefeito penetra através desse rasgo, acumulando-se no espaço sub-retiniano.

A partir desse ponto, o vítreo já liquefeito atravessa a ruptura e se acumula sob a retina. Com os movimentos oculares e a dinâmica gravitacional, mais fluido pode continuar entrando pela abertura, ampliando o descolamento de forma progressiva.


Descolamento de Retina Regmatogênico com extensa rotura superior
Descolamento de Retina Regmatogênico por Ruptura na Retina

Principais Fatores de Risco para o Descolamento de Retina Regmatogênico

O Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR) é um evento agudo, mas geralmente resulta de fragilidades estruturais acumuladas ao longo de anos. Os principais fatores de risco podem ser agrupados em quatro grandes blocos:


1. Descolamento Posterior do Vítreo (DPV) — O Estopim Mecânico

  • Dependente da idade: Afeta menos de 10% antes dos 60 anos, aumentando para 63% após os 70 anos [D'Amico DJ. 2008].

  • 📌Sinais de Alerta: Durante esse processo, cerca de 22% a 44% dos pacientes podem perceber flashes de luz (fotopsia) e o surgimento de moscas volantes. Em alguns casos, a tração vítrea rompe vasos, causando hemorragia vítrea e surgimento de sombras ou filamentos escuros na visão.


2. Miopia, predisposição anatômica e Genética

  • Miopia: 

    A miopia é um dos fatores de risco mais relevantes para Descolamento de Retina Regmatogênico. Mais da metade dos casos não traumáticos ocorre em olhos míopes. Quanto maior o erro refrativo e o comprimento axial, maior o risco, pois o estiramento do globo ocular favorece afinamento periférico e maior vulnerabilidade a rupturas [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].

  • Degeneração Lattice

    A Degeneração Lattice também merece atenção. Trata-se de uma alteração periférica da retina presente em 6% a 8% da população, mas é responsável por 20% a 30% dos casos de  Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR) [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].

  • Genética e Histórico: 

    Hereditariedade (parentes de 1º grau) e síndromes do colágeno (como a Síndrome de Stickler) aumentam a vulnerabilidade [Parma ES. et al., 2002]. Além disso, quem já teve DRR em um olho tem 10% de chance de apresentar no olho contralateral [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].


3. Fatores Cirúrgicos

  • Cirurgia de Catarata:

    A cirurgia de catarata moderna reduziu significativamente o risco de Descolamento de Retina Regmatogênico para 0,21% no primeiro ano (1 a cada 500 cirurgias) [Morano MJ et al., 2023], mas a complicação ainda pode ocorrer, especialmente nos primeiros anos após o procedimento. O risco é maior em pacientes jovens, do sexo masculino, com miopia axial elevada ou intercorrências cirúrgicas Ripandelli G. et al., 2007].

  • Limpeza de Lente (Nd:YAG Laser): 

    Pacientes submetidos à Capsulotomia por YAG laser (especialmente os míopes) podem apresentar um aumento de até 4 vezes no risco de DRR devido à propagação de ondas de choque acústicas no vítreo [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].


4. Gatilhos Externos: Medicamentos e Traumas

  • Trauma Ocular: 

    Pacientes com lesões oculares, seja contusas ou penetrantes, podem alterar a estrutura do vítreo e da retina e aumentar o risco de Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR). [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025]. Em alguns casos, a ruptura ocorre imediatamente; em outros, o descolamento aparece anos depois.



  • Colírios Mióticos: O uso de pilocarpina a 1,25% (frequentemente prescrita para presbiopia) causa um espasmo no músculo ciliar que tensiona a periferia da retina. Casos recentes de DRR agudo reforçam a necessidade de mapeamento de retina antes da prescrição [Al-Khersan H. et al., Am J Ophthalmol. 2022].

Descolamento de Retina Seroso sem rotura evidente
Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR)

Tabela Comparativa: Estratificação de Risco para DRR

Categoria / Fator de Risco

Magnitude do Impacto Clínico

Cronologia / Característica Principal

Miopia Baixa (1–3 D)

Aumento de 4 vezes no risco

Decorrente do estiramento tecidual periférico.

Miopia Alta (> 3 D)

Aumento de 10 vezes no risco

Fortemente associada ao DPV precoce e afinamento escleral.

Histórico no Olho Contralateral

10% de chance de acometimento

Reflete a natureza bilateral das alterações vítreas.

Pós-Catarata (Moderno)

0,21% de incidência no 1º ano

Pico de aparecimento ocorre entre 1 e 2 anos após a cirurgia.

Capsulotomia Nd:YAG

Aumento de até 4 vezes (em míopes)

Ondas de choque mecânicas podem induzir tração periférica.


Sintomas e Sinais de Alerta no Descolamento de Retina

O Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR) é uma das emergências mais críticas da oftalmologia. Embora o colapso do tecido retiniano ocorra de forma aguda, o corpo costuma emitir sinais mecânicos claros antes e durante o processo.

A identificação imediata desses sintomas, organizados aqui em uma linha cronológica de gravidade, é o único fator capaz de ditar o sucesso do tratamento cirúrgico e a preservação da acuidade visual [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].


1. Fase Prodrômica (Sinais de Tração Vítrea Aguda)

Os primeiros sintomas geralmente indicam tração sobre a retina periférica:

  • Moscas Volantes (Miodesópsias), percebidas como pontos, teias, nuvens ou filamentos escuros em movimento.

  • Flashes de Luz (Fotopsias), descritos como relâmpagos ou faíscas, mais evidentes no escuro ou ao mover os olhos.

Esses sinais merecem atenção imediata porque podem anteceder uma ruptura retiniana.


2. Fase de Progressão (Descolamento em Curso)

Quando a ruptura retiniana permite a passagem de fluido e o tecido começa efetivamente a se separar do epitélio pigmentado da retina (EPR), o sintoma clássico se manifesta [D'Amico DJ. 2008]:

  • Sombra ou "Efeito Cortina" na Visão Periférica: Instalação progressiva de uma mancha escura, opaca ou em formato de cortina que bloqueia parte do campo visual. Essa sombra se move à medida que o espaço sub-retiniano acumula líquido, avançando da periferia em direção ao centro.


3. Fase Crítica (Acometimento Macular)

O estágio mais avançado e ameaçador à função visual ocorre quando a área central da retina é atingida [Miyake M. et al., 2023]:

  • Perda Súbita e Severa da Visão Central: Ocorre no momento em que o descolamento atinge a mácula (região responsável pela visão de alta resolução, leitura e reconhecimento de faces). A perda da visão central transforma o quadro em uma urgência cirúrgica extrema de prognóstico visual reservado.


📌Conduta de Urgência: A presença de qualquer um desses sintomas exige Mapeamento de Retina imediato. Intervir precocemente, antes que o descolamento atinja a mácula, é o principal fator para o sucesso da cirurgia e a preservação da visão.


Sintomas de Descolamento de Retina
Principais Sintomas do Descolamento de Retina Regmatogênico

Linha do Tempo dos Sintomas do DRR

Fase Clínica

Sintoma Patognomônico

Evento Biomecânico Subjacente

Conduta Recomendada

Inicial (Tração)

Moscas volantes e Fotopsias (flashes)

Descolamento do Vítreo Posterior (DPV) exercendo força na retina.

Avaliação oftalmológica em até 24–48 horas.

Intermediária (Progressão)

Sombra periférica ("Efeito Cortina")

Fluido sub-retiniano separando a retina neurossensorial do EPR.

Urgência imediata (risco de progressão central).

Avançada (Acometimento)

Perda súbita da visão central

Descolamento envolvendo a mácula.

Emergência cirúrgica para resgate visual.

A presença de qualquer um desses sintomas exige avaliação Médica com mapeamento de retina imediato. Intervir antes do acometimento macular é o principal fator para preservar a visão.


Diagnóstico do Descolamento de Retina: A Importância da Avaliação Rápida


No Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR), o tempo é o fator mais crítico para a preservação da integridade dos fotorreceptores. O diagnóstico rápido confirma a doença, define a extensão das rupturas, avalia o status da mácula e exclui diagnósticos diferenciais, orientando a estratégia cirúrgica com precisão [D'Amico DJ. 2008]. Abaixo, o fluxo propedêutico ideal está estruturado de forma sequencial, unindo o exame clínico de triagem às tecnologias mais avançadas de imagem.


1. A Linha de Frente: Avaliação Clínica e Exame Biomicroscópico

O mapeamento de retina é o exame fundamental e insubstituível. Ele deve ser realizado sob midríase, geralmente com oftalmoscopia indireta binocular e lente de 20 dioptrias, permitindo visualização estereoscópica e real do fundo de olho. Quando associado à depressão escleral, esse exame melhora a identificação da periferia retiniana, local onde se concentram muitas rupturas iniciais e áreas predisponentes como a Degeneração Lattice [Kim S. et al., Ophthalmology, 2025].


Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez, especialista em retina, realizando mapeamento de retina na Clínica EYECO em São Paulo.
Dr. Ever, Especialista em Retina, realizando o Mapeamento de Retina com Lente de 20D.
  • Biomicroscopia de Fundo com Lente de 3 Espelhos (Goldmann)

Exame realizado na lâmpada de fenda que complementa a oftalmoscopia indireta, oferecendo o nível máximo de detalhamento da retina periférica e central.

  • Importancia: Enquanto a lente de 20D oferece visão panorâmica, a Lente de 3 espelhos de Goldmann fornece uma imagem direta com alta magnificação (aumento) e excelente estereopsia. Cada espelho possui uma inclinação angular específica (59°, 67° e 73°) direcionada para espelhar zonas distintas: do polo posterior à periferia extrema. É a ferramenta definitiva para detalhar a morfologia exata das rupturas complexas (em ferradura), microperfurações, pequenos áreas de Degeneração Lattice e o grau de tração vítrea sobre as bordas da rotura.


2. Documentação de Alta Resolução Estrutural

Inovação indispensável para o planejamento cirúrgico. Trata-se de uma tecnologia não invasiva de imagem transversal que funciona como uma "biópsia óptica" em tempo real [Danese C. t al., 2022].

  • Aplicação no DRR: É crucial para avaliar a arquitetura da mácula. O OCT confirma com precisão submicrômétrica a presença de líquido sub-retiniano inicial ou trações vitreomalares subclínicas, definindo se o caso é uma urgência de "mácula colada" (macula-on) ou se o centro de visão já foi afetado (macula-off).

Consiste na documentação fotográfica de alta fidelidade do fundo de olho.

  • Aplicação no DRR: Além do registro legal e do acompanhamento evolutivo pós-operatório, os sistemas modernos de campo ultra-amplo (Ultra-Widefield) capturam até 200° da retina em um único disparo, auxiliando na identificação rápida de múltiplos rasgos e facilitando a comunicação com o paciente sobre a gravidade do quadro.


3. Propedêutica de Exceção e Diagnóstico Diferencial

  • Ultrassonografia Ocular (B-Scan)

Exame ecográfico bidimensional de alta frequência.

  • Quando se torna vital: Em cenários onde a visualização direta da retina está completamente obstruída por opacidade de meios, mais frequentemente devido a uma hemorragia vítrea densa (gerada pela ruptura de um vaso durante o descolamento) ou catarata avançada [Lahham S. et al., 2019]. O B-scan consegue "enxergar" através do sangue, confirmando a presença do descolamento, localizando as áreas de tração e diferenciando o DRR de um a hemorragia vitrea.

  • Angiografia com Fluoresceína (Angiofluorescenografia)

Exame de contraste vascular focado na dinâmica circulatória da retina.

  • Aplicações e Exclusões: Este exame não faz parte da rotina diagnóstica do DRR, que é um evento puramente mecânico. Sua utilidade reside na investigação do Descolamento de Retina Exsudativo (Seroso). A angiografia identifica vazamentos de fluido, focos inflamatórios oculares, vasculites ou tumores ocultos (como o melanoma de coroide) que acumulam líquido sob a retina sem que haja uma ruptura real.


Prevenção e Cuidados

A prevenção depende principalmente da identificação dos pacientes de maior risco. Exames oftalmológicos anuais com dilatação pupilar são fundamentais para detectar rupturas precoces e permitir tratamento profilático com laser antes que o descolamento se estabeleça.


Também são importantes o uso de proteção ocular em esportes e atividades de risco, além do controle rigoroso de condições sistêmicas e o acompanhamento regular de pacientes míopes, após cirurgia de catarata ou com antecedente familiar relevante. Pacientes com sintomas de alarme devem ser orientados a procurar atendimento especializado sem demora, pois o atraso pode comprometer o prognóstico visual de forma irreversível.


Conclusão

O Descolamento de Retina Regmatogênico (DRR) é uma emergência médica que exige atenção imediata. Diversos estudos mostram que o intervalo entre o início do descolamento e a cirurgia, especialmente quando a mácula é atingida, é decisivo para o sucesso do tratamento. Em geral, a cirurgia realizada dentro de 2 a 3 dias do início do descolamento macular oferece melhores resultados visuais.


Por isso, sinais como flashes de luz, moscas volantes, sombra no campo visual ou perda súbita da visão periférica devem ser encarados como alerta máximo. O diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico rápido são fundamentais para preservar a visão e reduzir o risco de sequelas permanentes.


EYECO Oftalmologia: Referência no Tratamento da Descolamento de Retina

Na Clínica EYECO Oftalmologia, somos referência nacional no diagnóstico e tratamento do Descolamento de Retina. Nosso corpo clínico reúne especialistas em Retina, Oncologia Ocular, Uveítes e Inflamações Intraoculares reconhecidos internacionalmente, combinando produção científica ativa com uma ampla experiência cirúrgica na resolução dos casos mais complexos.


Nossa equipe é liderada pelo Dr. Ever, renomado oftalmologista e Referência no manejo de afecções retinianas e inflamações intraoculares, em nossa moderna estrutura localizada em São Paulo/SP. Para nós, a preservação da sua visão é primordial, e nossa missão é intervir com agilidade, ética e precisão absoluta para proteger o seu futuro visual.


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Entendemos que o tratamento do Descolamento de Retina e de outras doenças oculares graves representa um desafio médico que não permite margem para erros. Por isso, oferecemos um ecossistema de cuidado de altíssimo nível:

  • Protocolos Baseados em Evidências: Nossas abordagens cirúrgicas e clínicas são rigorosamente alinhadas às diretrizes científicas das maiores e mais respeitadas sociedades oftalmológicas do mundo.

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  • Acompanhamento Altamente Personalizado: Reconhecemos que cada paciente é único. Nossa abordagem humanizada garante o cuidado integral e o suporte contínuo em todas as etapas, desde o atendimento de urgência até a reabilitação visual completa.


Na Clínica EYECO, você será cuidado por quem Ensina, Pesquisa e Pratica Oftalmologia com Excelência. Se você apresenta qualquer sinal de alerta, não espere. Agende sua avaliação de urgência e confie sua visão a quem domina a ciência e a arte de cuidar dos olhos.


Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez | CRM-SP: 160.376

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Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Descolamento de Retina Regmatogênico

  1. O que é o Descolamento de Retina Regmatogênico?

    É uma emergência oftalmológica onde a retina se separa da camada de suporte (epitélio pigmentar) devido a uma ruptura ou "rasgo" na sua estrutura. Esse rasgo permite que o fluido do vítreo penetre sob a retina, descolando-a e interrompendo o aporte de nutrientes essenciais para a visão.

  2. O descolamento de retina causa dor?

    Não, o Descolamento de Retina é absolutamente indolor. Por ser uma condição assintomática em termos de dor, o paciente deve estar atento aos sinais visuais, como flashes de luz, moscas volantes ou sombras no campo de visão, e buscar atendimento médico de emergência ao notar qualquer alteração.

  3. Quais são os principais sinais de alerta de um Descolamento de Retina?

    Os sinais clássicos incluem: surgimento súbito de "moscas volantes" (pontos ou fios escuros flutuando), fotopsias (flashes de luz parecidos com relâmpagos) e o "efeito cortina", que é uma sombra escura que avança pelo campo visual.

  4. Por que o Descolamento de Retina é considerado uma emergência médica?

    A retina possui uma taxa metabólica altíssima e depende totalmente do suporte do epitélio pigmentar. Quando descolada, as células fotorreceptoras começam a sofrer apoptose (morte celular) rapidamente. O tratamento precoce é a única forma de evitar que o dano visual se torne permanente.

  5. Qual é a importância da "janela de 3 dias" no tratamento?

    Estudos científicos demonstram que a probabilidade de recuperar a acuidade visual diminui drasticamente quando a cirurgia é realizada após 72 horas do início do acometimento macular. O tratamento dentro desse prazo é o principal preditor para o sucesso cirúrgico.

  6. Míopes possuem maior risco de descolamento de retina?

    Sim. Olhos míopes costumam ser mais alongados, o que gera maior estiramento e afinamento da retina. Pacientes com miopia acima de 3 graus apresentam um risco até 10 vezes maior de desenvolver descolamento de retina do que indivíduos não míopes.

  7. A cirurgia de catarata pode causar descolamento de retina?

    Embora as técnicas modernas sejam muito seguras, existe um risco estatístico (cerca de 0,21% no primeiro ano) de descolamento após a cirurgia de catarata. O risco é ligeiramente maior em pacientes jovens, míopes ou que tiveram complicações durante o procedimento.

  8. O que é a Degeneração Lattice e por que ela é perigosa?

    A Degeneração Lattice é uma área de afinamento periférico da retina presente em cerca de 6% a 8% da população. Ela é considerada um fator de risco importante porque pode originar rupturas retinianas que evoluem para o descolamento.

  9. É possível prevenir o descolamento de retina?

    A prevenção consiste no rastreamento dos grupos de risco através do Mapeamento de Retina anual com dilatação pupilar. Caso sejam detectadas rupturas ou degenerações predisponentes, o tratamento profilático com laser evita que o descolamento ocorra.

  10. Como é feito o diagnóstico do descolamento de retina na EYECO?

    O diagnóstico é realizado através de exame clínico minucioso (Mapeamento de Retina e Biomicroscopia de Lente de 3 espelhos). Utilizamos tecnologias complementares de alta resolução, como o OCT (Tomografia de Coerência Óptica) e a Retinografia, para planejar a cirurgia com precisão milimétrica.





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