RETINOPATIA DIABÉTICA é uma das principais complicações da Diabetes
- Dr. Ever Rodriguez

- 16 de fev. de 2021
- 5 min de leitura
Atualizado: 16 de jan.
A Diabetes Mellitus é uma condição sistêmica que exige vigilância constante, especialmente em relação à saúde ocular. No Brasil, a Diabetes é a principal causa de cegueira na população de 20 aos 74 anos. Estima-se que aproximadamente 50% dos pacientes diabéticos desenvolverão algum grau de Retinopatia Diabética (RD) ao longo da vida.
O dado mais alarmante, no entanto, é o risco relativo: pacientes com diabetes possuem um risco de cegueira 30 vezes maior do que indivíduos não diabéticos. A Retinopatia Diabética ocorre quando os níveis elevados de glicose danificam os vasos sanguíneos da retina.
Neste artigo, explicamos detalhadamente o que é a Retinopatia Diabética, seus sintomas, estágios e as tecnologias mais avançadas para preservar a sua saúde ocular.

O que é a Retinopatia Diabética?
A Retinopatia Diabética (RD) ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina (camada no fundo do olho responsável por captar as imagens).
Em um olho saudável, os vasos sanguíneos são fortes e íntegros. Na Retinopatia Diabética, a hiperglicemia crônica enfraquece essas paredes vasculares, podendo causar vazamentos de fluido, hemorragias e, em estágios avançados, o fechamento dos capilares, levando à falta de oxigênio (isquemia) na retina.
Fatores de Risco para Retinopatia Diabética: O que acelera a progressão da doença?
A ciência demonstra que o desenvolvimento da Retinopatia Diabética não é aleatório, mas sim influenciado por fatores controláveis e biológicos. Segundo o estudo DCCT (Diabetes Control and Complications Trial), o controle glicêmico é o pilar central da prevenção.
Os principais fatores de risco incluem:
Controle Glicêmico Inadequado: Hemoglobina glicada (A1C) acima de 7%.
Hipertensão Arterial: A pressão alta danifica ainda mais os vasos retinianos.
Tempo de Doença: Quanto mais tempo de diabetes, maior a chance de lesões vasculares.
Dislipidemia: Níveis elevados de colesterol e triglicerídeos.
Fatores biológicos: Etnia (maior prevalência em hispânicos e asiáticos), puberdade e gravidez.
Procedimentos: Cirurgia de catarata recente em pacientes descompensados.
📌Evidência Científica: O estudo DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) comprovou que uma redução de apenas 1% na Hemoglobina Glicada (A1C) reduz o risco de progressão da retinopatia em 40%. Da mesma forma, o controle da pressão arterial (redução de 10 mmHg na sistólica) diminui o risco em 35%.

A Retinopatia Diabética é classificada em dois tipos principais, dependendo da gravidade e da presença de novos vasos sanguíneos (neovascularização):
1. Retinopatia Diabética não Proliferativa (RDNP)
É o estágio inicial. Os vasos sanguíneos enfraquecidos começam a vazar fluido, sangue e depósitos de gordura (exsudatos) na retina.
RDNP Leve/Moderada: Muitas vezes assintomática, mas requer monitoramento rigoroso.
Edema Macular Diabético: Pode ocorrer nesta fase, onde o acúmulo de líquido na mácula (área central da retina) causa embaçamento visual significativo.
2. Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP)
Nesta fase avançada, a circulação sanguínea está tão comprometida que a retina responde criando novos vasos sanguíneos (neovasos). Porém, esses vasos são frágeis e anormais, levando a complicações graves:
Hemorragia Vítrea: Sangramento interno que bloqueia a visão subitamente.
Descolamento de Retina Tracional: Cicatrizes que puxam a retina de sua posição original.
Glaucoma Neovascular: Formação de vasos na íris que impedem a drenagem do líquido ocular, elevando a pressão a níveis críticos e danificando o nervo óptico de forma irreversível.
Sintomas da Retinopatia Diabética:
Nos estágios iniciais, a Retinopatia Diabética não apresenta sintomas. Quando a visão começa a ser afetada, a doença geralmente já está em um nível avançado.
Fique atento a:
Moscas volantes: Pontos pretos ou teias de aranha flutuando no campo de visão.
Visão turva ou embaçada: Dificuldade para ler ou focar objetos.
Visão flutuante: Dias de visão clara alternados com dias de visão borrada.
Perda de visão: Seja central (mancha escura no meio) ou periférica.
Em geral, a Retinopatia Diabética leva anos para se desenvolver, por isso é importante ter exames oftalmológicos regulares. A Academia Americana de Oftalmologia recomenda o seguinte (Intervalo no seguimento dos pacientes)
Sem retinopatia ou RDNP leve: avaliação anual.
RDNP moderada sem edema macular: avaliação a cada 6 meses.
RDNP leve ou moderada com Edema Macular: avaliação a cada 3-4 meses.
RDNP grave: avaliação a cada 3-4 meses.
Retinopatia Proliferativa (RDP): avaliação mensal.
Durante a gravidez: Mulheres grávidas com diabetes devem marcar uma consulta com seu oftalmologista no primeiro trimestre, pois a retinopatia pode progredir rapidamente durante a gravidez.
Tratamento Modernos e Evidências Científicas
O melhor tratamento para a Retinopatia Diabética é a prevenção.
Prevenção Sistêmica:
O controle rigoroso é o melhor remédio. Uma redução de apenas 1% na Hemoglobina Glicada (A1C) reduz o risco de RD em 40%. Já o controle da hipertensão arterial (queda de 10 mmHg na PA sistólica) reduz o risco de progressão da RD em 35%.
O controle cuidadoso do diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética.
Fotocoagulação a Laser
Utilizada para cauterizar áreas isquêmicas da retina e impedir o crescimento de novos vasos. É essencial para estabilizar a doença em estágios proliferativos.

Vitrectomia Posterior (VVPP)
É um procedimento cirúrgico de alta complexidade que tem o objetivo de remover o gel vítreo (fluido gelatinoso e transparente que ocupa a maior parte do globo ocular, cuja função é absorver impactos e manter o formato do olho), hemorragias e tecido fibroso. O procedimento é realizado com a utilização de um aparelho chamado vitreófago, o qual é capaz de remover o vítreo. Assim, é possível substitui-lopor solução salina, gás ou óleo de silicone nos caso mais graves Ela é indicada na retinopatia diabética, hemorragia vítrea e outras doenças.

Injeções Intravítreas de Anti-VEGF
Medicamentos como Aflibercepte (Eylea), Ranibizumabe (Lucentis) e Bevacizumabe (Avastin) são injetados para regredir neovasos e reduzir o edema macular. É hoje o "padrão-ouro" para preservar a visão central.

Se você tem diabetes, consulte seu oftalmologista para realizar um exame de fundo de olho sobre dilatação, mesmo que sua visão pareça normal, pois é importante detectar os estágios iniciais da doença.
EYECO Oftalmologia: Referência no Tratamento da Retinopatia Diabética
Na Clínica EYECO Oftalmologia, somos referência nacional no diagnóstico e tratamento da Retinopatia Diabética. Nosso corpo clínico reúne especialistas reconhecidos internacionalmente, com produção científica ativa e ampla experiência em casos complexos.
Nossa equipe é liderado pelo Dr. Ever, Referência Nacional no Diagnóstico e Tratamento da Retinopatia Diabética na Clínica EYECO em São Paulo/SP
Oferecemos:
Protocolos de tratamento baseados em evidências: Seguindo as diretrizes mais recentes da Academia Americana de Oftalmologia (AAO).
Tecnologias modernas: Equipamentos de angiografia e tomografia de coerência óptica (OCT) de última geração.
Acompanhamento personalizado: Planos terapêuticos individuais para cada estágio da doença.
Na Clínica EYECO, você será cuidado por quem Ensina, Pesquisa e Pratica Oftalmologia com Excelência.
Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez | CRM-SP: 160.376
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