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Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN): Causas, Diagnóstico Precoce e Tratamento Baseado em Evidências

  • Foto do escritor: Dr. Ever Rodriguez
    Dr. Ever Rodriguez
  • 15 de jan.
  • 4 min de leitura

A Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN) ou Diffuse Unilateral Subacute Neuroretinitis é uma condição inflamatória ocular rara, progressiva e potencialmente devastadora, caracterizada por coriorretinite multifocal causada pela migração de uma larva de nematódeo no espaço sub-retiniano.


Embora incomum, a DUSN representa uma das causas mais desafiadoras de perda visual unilateral em crianças, adolescentes e adultos jovens. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a doença evolui de forma silenciosa para atrofia retiniana difusa e dano irreversível ao nervo óptico, resultando em perda visual permanente.


Neste guia completo, você vai entender: O que é a DUSN e por que ela é tão agressiva; Quais parasitas estão envolvidos; Sintomas, fases clínicas e sinais de alerta; Como é feito o diagnóstico; Tratamento baseado em evidências científicas e Prognóstico visual e importância do diagnóstico precoce.


Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN) e Tratamento Baseado em Evidências
Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN): Causas, Diagnóstico Precoce e Tratamento Baseado em Evidências

O que é a Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN)?

A DUSN é uma forma específica de Uveíte Posterior parasitária, na qual uma larva viva migra continuamente sob a retina, desencadeando inflamação crônica, liberação de toxinas e destruição progressiva das estruturas neurossensoriais do olho.

Essa migração explica o caráter insidioso, flutuante e progressivo dos sintomas visuais, bem como a dificuldade diagnóstica nos estágios iniciais da doença.


O que causa a DUSN? (Etiologia e Patogenia)

A DUSN ocorre quando o olho humano é infectado acidentalmente por larvas de nematódeos, que não completam seu ciclo biológico no hospedeiro humano, mas provocam intensa resposta inflamatória ocular.


Principais agentes etiológicos

Entre os agentes etiológicos mais comuns descritos na literatura científica, destacam-se:

  • Toxocara canis: Um dos primeiros parasitas associados à DUSN, especialmente em regiões endêmicas

  • Baylisascaris procyonis: Parasita de guaxinins, mais comum na América do Norte, com larvas grandes (1500–2000 μm)

  • Ancylostoma caninum: Altamente prevalente no Brasil, associado ao “bicho geográfico”, com larvas menores (400–1000 μm)

  • Gnathostoma spinigerum e Strongyloides stercoralis: Relacionados à ingestão de carne ou peixe crus ou mal cozidos


Como o parasita atingue os olhos?

A infecção pode ocorrer por:

  • Ingestão de ovos presentes em solo contaminado por fezes de cães, gatos ou animais silvestres

  • Penetração cutânea das larvas, seguida de migração sistêmica


Após a entrada no organismo, a larva migra pela corrente sanguínea até o olho, onde pode permanecer por até três anos, movendo-se sob a retina e liberando substâncias tóxicas que promovem inflamação crônica e degeneração neurossensorial .


Fatores de Risco e Prevenção

A doença não escolhe idade, mas apresenta maior incidência em:

  1. Crianças e adultos jovens (antes dos 40 anos).

  2. Sexo masculino.

  3. Residentes ou viajantes de áreas endêmicas, como o Brasil, Sudeste dos EUA, Índia e Caribe.


Prevenção Primária: 

  • Controle sanitário de animais domésticos

  • Evitar contato direto com solo contaminado

  • Higienização rigorosa das mãos

  • Evitar consumo de carne ou peixe crus em áreas endêmicas


Sintomas da DUSN: O que o Paciente pode Perceber?

A Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN) cursa com perda visual unilateral progressiva, frequentemente associada a:

  • Visão embaçada ou turva

  • Escotomas (manchas escuras no campo visual)

  • Redução da sensibilidade ao contraste

  • Moscas volantes (floaters)

  • Diminuição progressiva da acuidade visual


Classificação Clínica da DUSN

A DUSN é dividida em dois estágios críticos para o prognóstico:


1. Estágio Precoce (Inflamatório)

Nesta fase, o verme ainda está ativo e migrando. Os sinais clínicos incluem:

  • Edema leve do nervo óptico.

  • Vitrite (inflamação no vítreo).

  • Lesões cinza-esbranquiçadas profundas que aparecem e desaparecem em diferentes locais da retina, indicando o rastro do parasita.

  • Perda visual variável (20/20 até <20/400)

O verme é visualizado em 25–40% dos casos, geralmente móvel e fotossensível.


2. Estágio Tardio (Atrófico)

Se o verme não for eliminado, as toxinas causam uma degeneração difusa. Os sinais clássicos são:

  • Sinal de Oréfice: Aumento do reflexo da membrana limitante interna.

  • Sinal de Garcia: Presença de túneis sub-retinianos causados pela migração.

  • Atrofia do nervo óptico e estreitamento arteriolar.

  • Degeneração difusa do Epitélio Pigmentado da Retina (EPR).

Mais de 80% dos pacientes apresentam visão ≤20/200 nos estágios avançados.


Diagnóstico da Neurorretinite unilateral subaguda difusa (DUSN)

O diagnóstico da DUSN é majoritariamente clínico, já que o verme é visualizado em apenas 25% a 39% dos casos. Por isso, o uso de tecnologias avançadas é essencial:


Tratamento baseado em evidências da DUSN

O objetivo principal é a eliminação do nematódeo para cessar a liberação de toxinas e a progressão da perda visual.


  • Fotocoagulação a Laser (Padrão Ouro)

Se o verme for visualizado, ele deve ser tratado imediatamente com laser. A localização do verme e a subsequente fotocoagulação interrompem a perda de visão e resultam na regressão da inflamação.


O procedimento envolve laser verde (532 nm), criando uma barreira ao redor do parasita antes de sua destruição definitiva. A experiência do especialista é essencial para evitar migração do verme para a fóvea.


  • Terapia Medicamentosa

Quando o verme não é visível, mas os sinais clínicos de estágio precoce estão presentes, utiliza-se o tratamento sistêmico:


Prognóstico: É possível recuperar a visão?

A detecção precoce é o fator determinante.

  • Tratamento precoce: Possibilidade real de recuperação visual parcial ou total

  • Estágio tardio: Danos estruturais permanentes; o tratamento visa evitar progressão adicional


EYECO Oftalmologia: Referência Nacional no Tratamento da DUSN

Na Clínica EYECO Oftalmologia, somos Referência Nacional no diagnóstico e tratamento da Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN). Nosso corpo clínico é liberado pelo Dr. Ever reconhecido internacionalmente, com produção científica ativa e ampla experiência em casos complexos de Uveíte na Clínica EYECO em São Paulo/SP.


Oferecemos:

  • Protocolos baseados em evidências científicas atualizadas.

  • Tecnologias modernas, como OCT de última geração e Laser de Argônio com precisão micrométrica.

  • Acompanhamento personalizado para cada paciente, garantindo o melhor desfecho visual possível.


Na Clínica EYECO, você será cuidado por quem Ensina, Pesquisa e Pratica Oftalmologia com Excelência.


Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez | CRM-SP: 160.376

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