top of page

Sofrendo com Dor Ocular? Pode Ser Esclerite – Saiba Como Identificar e Tratar!

  • Foto do escritor: Dr. Ever Rodriguez
    Dr. Ever Rodriguez
  • 11 de fev. de 2025
  • 7 min de leitura

Atualizado: 28 de jul.

Você já sentiu uma dor profunda e persistente no olho, acompanhada de uma vermelhidão intensa que não melhora? Cuidado! Isso pode ser Esclerite, uma inflamação grave na parte branca do olho, conhecida como esclera.


Se você está procurando informações sobre as causas, sintomas e tratamentos para Esclerite, este guia é essencial para entender tudo sobre a Esclerite e como proteger sua visão.


Esclerite
O que é Esclerite? descubra na Clinica EYECO Oftalmologia com Dr. Ever Rodriguez

O Que é Esclerite?

A Esclerite é uma inflamação severa que acomete a Esclera (a robusta camada branca que protege o globo ocular) e seus tecidos internos mais profundos [Lagina A & Ramphul K. 2023]. Tratando-se de uma urgência oftalmológica, essa condição compromete significativamente a saúde ocular e, se negligenciada, pode levar à perda permanente da visão [Dutta Majumder P. et al., 2020].


Por isso, o diagnóstico oftalmológico precoce, aliado a uma investigação clínica precisa, é o único caminho para controlar a inflamação, instituir o tratamento adequado (seja ele voltado para causas infecciosas ou inflamatorias/ autoimunes) e evitar danos graves e irreversíveis [Soubrier M. et al., 2025].


Anatomia do olho mostrando a ESCLERA
Anatomia do olho mostrando a ESCLERA

Tipos de Esclerite: Descubra as Diferenças e Como Afetam Seus Olhos

A classificação clínica da Esclerite é embasada na localização anatômica da inflamação [Dutta Majumder P. et al., 2020]. Essa divisão é fundamental na oftalmologia, pois cada apresentação clínica exige uma abordagem terapêutica específica e apresenta diferentes riscos para a preservação da visão.


Existem duas formas principais da Esclerite:

  1. Esclerite Anterior

É a forma clínica mais comum e prevalente, acometendo a parte frontal e visível do globo ocular [Okhravi N. et al., 2005]. Dependendo da maneira como a inflamação se manifesta na Esclera, ela é subdividida em três categorias:

  • Esclerite Difusa: 

    Caracteriza-se por uma inflamação generalizada e extensa, que deixa a Esclera com uma vermelhidão profunda, mas sem a formação de lesões elevadas (nódulos) [Dutta Majumder P. et al., 2020].

  • Esclerite Nodular: 

    Manifesta-se pelo surgimento de um ou mais nódulos visíveis, firmes e dolorosos na superfície da esclera [Lagina A. & Ramphul K. 2023].

  • Esclerite Necrosante

    A Esclerite Necrosante é a apresentação mais grave, agressiva e temida da doença. Sem o tratamento imediato, essa forma pode levar ao afinamento severo (Escleromalácia perfurante) e à destruição (necrose) do tecido escleral, colocando o paciente em risco iminente de perfuração ocular e perda irreversível da visão [Dutta Majumder P. et al., 2020].


  1. Esclerite Posterior

    Embora seja menos prevalente, representando historicamente cerca de 2% a 12% de todos os casos, a Esclerite Posterior afeta a parte de trás do globo ocular [Cheung C. & Chee S. 2012]. Devido à sua localização profunda, a Esclerite Posterior pode não apresentar a vermelhidão ocular característica, tornando-se um verdadeiro desafio diagnóstico. Os pacientes geralmente relatam dor profunda e alterações visuais, e a confirmação da doença exige alta especialização do oftalmologista, frequentemente com o auxílio de exames de imagem avançados, como a ultrassonografia ocular [Lavric A. et al., 2016].


Sintomas da Esclerite

Os sintomas da Esclerite podem variar, mas os principais sinais incluem:

  • Dor ocular intensa: Este é o sintoma mais característico. A dor costuma ser profunda, podendo irradiar para a face, testa ou mandíbula. É comum que o desconforto piore significativamente com o movimento dos olhos, muitas vezes sendo forte o suficiente para despertar o paciente durante o sono [Dutta Majumder P. et al., 2020].

  • Vermelhidão intensa: Ocorre uma inflamação visível e generalizada da esclera. Diferente de irritações comuns, os vasos sanguíneos ficam dilatados e adquirem uma coloração vermelho-violácea intensa [Dutta Majumder P. et al., 2020], que não clareia com o uso de colírios lubrificantes ou vasoconstritores .

  • Visão borrada ou embaçada: O inchaço e o processo inflamatório intenso não se limitam à superfície; eles podem se estender para as camadas internas do globo ocular, comprometendo a nitidez da visão.

  • Sensibilidade à luz (fotofobia): O paciente relata grande desconforto e dor ao ser exposto a ambientes iluminados ou luz solar.

O Exame de fundo do olho (Mapeamento de Retina) pode mostrar complicações como Edema de Mácula e Nervo Óptico, Descolamento da Retina Seroso.


Causas da Esclerite: Fatores de Risco e Doenças Associadas

A Esclerite não é apenas uma doença isolada do globo ocular; estudos clínicos demonstram que até 80% dos casos estão intimamente associados a desordens sistêmicas. De forma geral, as doenças autoimunes são os gatilhos em 40% a 50% dos pacientes, enquanto as causas infecciosas respondem por aproximadamente 10% dos diagnósticos [Lamba N. & Foster S. 2017].


As causas da inflamação escleral são divididas em quatro grupos principais:


  1. Doenças Autoimunes e Reumatológicas (A Causa Mais Comum)

A grande maioria dos diagnósticos de Esclerite está ligada a doenças em que o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo.


As principais condições associadas incluem [Okhravi N. et al., 2005]:

Doença Associada

Principais Características e Sinais Clínicos

Artrite Reumatoide (AR)

É a causa sistêmica mais comum. Cerca de 17% a 33% de todos os pacientes com esclerite possuem AR. Afeta articulações (mãos), causando também nódulos na pele e neuropatia.

Granulomatose de Wegener

A vasculite mais comum associada à esclerite. Extremamente agressiva, causa inflamação nasal, sangramentos e leva à temida Esclerite Necrosante em quase 80% de seus portadores oftálmicos.

Policondrite Recidivante

Condição autoimune que ataca cartilagens, causando dor ou inchaço nas orelhas, nariz e problemas respiratórios.

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Doença que afeta múltiplos órgãos, caracterizada por manchas na pele (fotossensibilidade), inflamação nas articulações e envolvimento renal.

Poliarterite Nodosa (PAN)

Vasculite grave que causa perda de peso, febre, hipertensão e está frequentemente associada ao afinamento da córnea e inflamação retiniana.

  1. Causas Infecciosas

Embora menos comuns (representando cerca de 4% a 10% dos casos), as infecções não podem ser descartadas, pois o tratamento com corticosteroides (usado nas causas autoimunes) pode agravar quadros infecciosos. A Esclerite Infecciosa pode ser desencadeada por [Lamba N. & Foster S. 2017]:

  • Vírus: Principalmente o vírus Varicela-Zoster (Herpes Zoster oftálmico).

  • Bactérias e Micobactérias: Como as causadoras da Sífilis (Treponema pallidum) e da Tuberculose (Mycobacterium tuberculosis).

  • Fungos e Parasitas: Em casos mais raros ou em pacientes imunocomprometidos.


  1. Trauma e Causas Pós-Cirúrgicas

Além das causas sistêmicas, lesões diretas ao globo ocular podem desencadear um processo inflamatório intenso.

O Trauma ou Lesão Ocular severa, inclusive aqueles decorrentes de procedimentos cirúrgicos oftalmológicos prévios (como cirurgias de catarata, pterígio ou retina), pode induzir uma forma específica e altamente perigosa da doença, conhecida como Esclerite Necrosante Induzida Cirurgicamente (SINS) [Okhravi N. et al., 2005]. Nestes casos, a intervenção rápida é crucial para evitar a perda do globo ocular.


  1. Síndromes Mascaradas: Quando Não é Apenas Inflamação

Na oftalmologia de alta complexidade, o especialista deve estar preparado para identificar as "Síndromes Mascaradas" [Okhravi N. et al., 2005]. Tumores intraoculares como Melanoma Uveal, Linfomas Orbitários ou Carcinoma espinocelular da conjuntiva forma nodulo-ulcerativa [Chodosh, J. et al., 2016] podem imitar perfeitamente os sintomas de uma Esclerite.


Se um paciente apresenta dor atípica e uma vermelhidão com coloração "rosa salmão" que não responde aos anti-inflamatórios ou corticoides tradicionais, a biópsia se faz necessária para descartar condições oncológicas.


Diagnóstico: Como a Esclerite é Identificada?

O diagnóstico da Esclerite é feito por um Oftalmologista Especialista em Uveíte,  que realizará um exame oftalmológico completo e exames como:

  • Avaliação na Lâmpada de fenda: Para avaliação detalhada da esclera e outras estruturas oculares.

  • Ultrassom ocular e Ressonância Magnética (RM): Para esclerite posterior.

  • Exames laboratoriais: Para investigar doenças autoimunes ou infecções (bactéria, vírus ou fungo) associadas.


Diagnóstico Diferencial: Como Diferenciar a Esclerite de Outras Doenças Oculares

É fundamental diferenciar a Esclerite de outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como:

  • Episclerite: é uma inflamação mais superficial da episclera, causando vermelhidão no olho, mas com dor menos intensa. A dor da episclerite é geralmente mais localizada e menos debilitante.

  • Conjuntivite: inflamação da conjuntiva (membrana que cobre a parte branca do olho) e é comumente acompanhada de secreção ocular e coceira. Não causa a dor intensa que caracteriza a esclerite.

  • Uveíte: inflamação da úvea (a parte interna do olho) e pode ser confundida com a esclerite. Porém, a uveíte também pode causar visão turva e fotofobia, enquanto a esclerite se manifesta principalmente por dor intensa.

  • Glaucoma: aumento da pressão intraocular e pode causar dor ocular, mas não tem a mesma causa inflamatória da esclerite. O glaucoma pode ser acompanhado de visão embaçada e náuseas em casos graves.

  • Lesões traumáticas ou pós-cirúrgicas: Lesões nos olhos, seja por trauma ou após cirurgia ocular, podem causar dor e inflamação, mas normalmente têm uma história clínica clara de lesão ou procedimento cirúrgico.


Tratamento da Esclerite: Como Controlar a Inflamação e Evitar Complicações

O tratamento da Esclerite depende da causa subjacente e pode incluir:

  • Corticosteroides: Para reduzir a inflamação.

  • Imunossupressores: Em casos de doenças autoimunes graves.

  • Antibióticos ou antivirais: Se a esclerite for causada por uma infecção.


Complicações da Esclerite: O Que Pode Acontecer Se Não Tratar

Se a Esclerite não for tratada corretamente, pode levar a complicações sérias, como:

  • Descolamento de retina: Separação da retina, podendo resultar em perda de visão.

  • Edema macular: Inchaço da mácula, afetando a visão central.

  • Danos irreversíveis à visão.


Como Prevenir a Esclerite? Cuidados Essenciais

Embora não seja possível evitar todas as causas da esclerite, é importante:

  • Tratar doenças autoimunes adequadamente.

  • Procurar um Oftalmologista Especialista em Uveítes e Inflamações Intra-Oculares ao notar qualquer sintoma ocular incomum, como dor ou vermelhidão.

  • Monitoramento contínuo com exames regulares, especialmente se houver histórico de doenças associadas à Esclerite.


Proteja Sua Visão Procure um Especialista em Uveítes e Inflamações Intra-Oculares

A Esclerite é uma doença ocular séria que requer atenção imediata. Se você notar dor intensa nos olhos, vermelhidão ou visão embaçada, procure um Oftalmologista Especialista em Uveítes e Inflamações Intra-Oculares


EYECO Oftalmologia: Referência no Tratamento da Esclerite

A complexidade da Esclerite exige muito mais do que um colírio; exige investigação sistêmica, tecnologia avançada e raciocínio clínico afiado.


Na Clínica EYECO Oftalmologia, somos referência nacional no diagnóstico e tratamento de Uveítes e Inflamações oculares complexas. Nossa equipe é liderado pelo Dr. Ever Rodriguez, renomado Especialista e Referência Nacional no Diagnostico e Tratamento da Uveíte na Clínica EYECO em São Paulo/SP. Para nós, preservar a sua visão com segurança e precisão é a prioridade absoluta.


Oferecemos aos nossos pacientes:

  • Protocolos Terapêuticos Baseados em Evidências: Investigação rigorosa e científica das causas subjacentes da inflamação, sejam elas doenças autoimunes, infecciosas ou oncológicas.

  • Tecnologia Diagnóstica de Última Geração: Equipamentos modernos e precisos para o mapeamento estrutural detalhado, permitindo avaliar desde a superfície ocular até as camadas mais profundas da esclera e da retina.

  • Acompanhamento estratégico e personalizado: Acompanhamento estratégico que integra o cuidado oftalmológico avançado ao suporte de áreas sistêmicas, como a Reumatologia, a Infectologia e a Oncologia.


Na Clínica EYECO, você será cuidado por quem Ensina, Pesquisa e Pratica Oftalmologia com Excelência. Proteja sua visão e sua saúde global agende sua avaliação especializada.


Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez | CRM-SP: 160.376

Confira essa e outras informações na nossa página do Facebook ou Instagram.


Faça seu agendamento via WhatsApp agora! 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
Seta de pagina
bottom of page