Quais são as Principais Causas de Insatisfação com os Óculos Novos?
- Dra. Yandely Ch

- há 4 dias
- 5 min de leitura

Por Que Meus Óculos Novos Estão Me Incomodando?
Trocar de Óculos costuma simbolizar alívio, nitidez e conforto imediato. No entanto, muitos pacientes relatam surpresa e desconforto quando os óculos novos geram dor de cabeça, tontura, visão turva ou a incômoda sensação de “estranheza” ao usar as novas lentes. Essa experiência conhecida como Insatisfação com os Óculos Novos vai muito além de um simples erro de prescrição.
A adaptação visual é um processo complexo, que envolve não apenas o grau, mas também como o cérebro interpreta a nova imagem, o design das lentes, a armação usada, a rotina visual do paciente e até fatores biomecânicos da montagem. Estudos recentes demonstram que qualquer lente oftálmica altera a forma como percebemos tamanho, distância, forma e cor dos objetos, podendo induzir efeitos prismáticos e aberrações ópticas responsáveis por grande parte das queixas (Revista Brasileira de Oftalmologia, 2020). O cérebro, inclusive, precisa de um período de adaptação que pode levar 7 a 14 dias, ou até mais quando há grandes mudanças refrativas.
Neste artigo, você vai entender: As Principais causas de Insatisfação com os Óculos Novos; Como identificar problemas de prescrição, design, montagem ou rotina visual e como resolvê-las.
Principais Causas de Desconforto e Má Adaptação com Óculos Novos
1. Mudança de Grau Significativa (Desequilíbrio Neurovisual)
Quando a nova receita traz uma alteração importante, como mudança acima de 1 dioptria, variação relevante no astigmatismo ou mudança brusca no eixo, o cérebro é forçado a reaprender a processar a nova imagem. Estudos mostram que esses ajustes influenciam tamanho, forma e posição da imagem, gerando vertigem, desconforto, dor de cabeça e sensação de Imagem tremida.
Esse efeito é ainda mais comum:
Em pacientes idosos,
Em usuários de astigmatismo moderado a elevado,
Quando há mudança brusca do óculos antigo para o novo.
Além disso, efeitos prismáticos induzidos por uma montagem incorreta foram amplamente descritos e documentado na literatura cientifica, mostrando como o cérebro tenta compensar deslocamentos visuais causados pelas lentes, reforçando a importância da precisão técnica.
2. Correção Imprecisa para Presbiopia (Vista Cansada)
Pacientes que usam óculos para perto pela primeira vez frequentemente relatam que a lente está “forte demais”. Isso acontece quando a prescrição não considera a Distância Visual de Trabalho (DVT) real, que hoje varia entre:
20–30 cm: celular
40–60 cm: computador
70–100 cm: documentos, bancadas, monitores maiores
Se a prescrição não leva em conta essa dinâmica, surgem sintomas como:
Fadiga
Visão flutuante
Tensão na testa e sobrancelhas
Dificuldade de ler por longos períodos
Nesses casos, Lentes ocupacionais podem oferecer uma solução muito mais confortável e ergonômica.
3. A Rotina Visual e Profissional do paciente Não Foi Considerada
Uma prescrição altamente especializada deve refletir a rotina visual do paciente. Estudos recentes reforçam que a insatisfação muitas vezes surge não de erro refrativo, mas da falta de alinhamento entre exigência visual diária e design da lente.
Exemplos:
Motoristas: Necessitam de visão periférica ampla. Lentes multifocais de corredor estreito podem comprometer a visão lateral, dificultando o uso dos retrovisores.
Usuários de computador: O monitor posicionado na linha dos olhos força o paciente com lentes multifocal a levantar o queixo para usar a zona de perto, causando dor cervical e fadiga.
Profissionais que alternam distâncias rapidamente: Professores, Dentistas, Arquitetos e Profissionais de Saúde frequentemente precisam de prescrições com lentes multifocais e ocupacionais.
Integrar essas variáveis à prescrição aumenta significativamente o conforto visual e a taxa de adaptação.
4. Dificuldade com Lentes Multifocais (Progressivas)
As Lentes Multifocais (Progressivas) oferecem três zonas de visão (perto, intermediária e longe), mas exigem uso contínuo dos óculos e aprendizado motor, como mover a cabeça, não apenas os olhos.
As aberrações laterais são inerentes ao design da Lentes Multifocais, especialmente nas laterais inferiores. Por isso, é comum:
Dificuldade para descer escadas nos primeiros dias
Sensação de “borda borrada”
Distorções periféricas
A adaptação costuma levar de 5 a 15 dias. Uso intermitente atrasa o processo.
5. Anisometropia e Diferença no Tamanho da Imagem (Aniseiconia)
Quando os olhos têm graus muito diferentes (anisometropia), a correção com óculos pode gerar imagens de tamanhos distintos (aniseiconia) e o cérebro não consegue fundir as imagens, resultando em:
Tontura
Náusea
Visão dupla
Desalinhamento perceptual
Estudos recentes descrevem detalhadamente os sintomas iniciais da aniseiconia e seu impacto funcional.
Além disso, há evidências de que a aniseiconia induzida pode ser mensurada e tratada, reforçando sua importância clínica.
6. Erros Técnicos Críticos na Confecção das Lentes
Grande parte da Insatisfação com os Óculos Novos não é causada pela prescrição, mas por erros na execução na ótica.
Os erros mais comuns são:
DNP (Distância Naso-Pupilar) e Altura Pupilar (AP) incorretas
Se a medida da distância entre as pupilas e o centro da lente não estiver correta, o centro óptico da lente não coincidirá com o centro pupilar do olho, resultando em visão turva de perto ou indução de efeitos prismáticos indesejados.
Armação Inadequada:
A escolha da armação vai além da estética. A Distância Vértice (lente-olho) e o Ângulo Pantoscópico (inclinação da armação) impactam diretamente no conforto. Armações muito curvas não são compatíveis com graus altos, e a falta de inclinação ideal pode ser crítica em lentes progressivas.
7. Aberrações Ópticas e Qualidade da Lente
Lentes de baixa qualidade ou designs esféricos em graus elevados podem aumentar as aberrações ópticas (distorções) nas bordas. Nesses casos, lentes de design asférico são mais confortáveis e esteticamente mais finas.
Conclusão: Por Que a Experiência Profissional Faz Diferença na Adaptação aos Óculos Novos?
A Insatisfação com os Óculos Novos é multifatorial e deve ser avaliada com rigor técnico e científico. Quando o desconforto dura mais de 14 dias, é fundamental investigar:
a prescrição
a rotina visual
o design da lente
detalhes da montagem
possíveis diferenças neurossensoriais
Na Clínica EYECO Oftalmologia, nossa prioridade maxima é o paciente. Nós ouvimos suas queixas, analisamos seus hábitos visuais e realizamos a conferência técnica dos óculos, para garantir que suas lentes tragam não só clareza, mas também conforto e qualidade de vida.
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EYECO Oftalmologia: Referência em Prescrição de Óculos em São Paulo – SP
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Nossos Médicos realizam uma conferência minuciosa das lentes, analisam seus hábitos visuais, ergonomia, rotina de trabalho, e verificam com precisão parâmetros essenciais como grau, DNP (Distância Naso-Pupilar), altura de montagem, curvatura base, tipo de lente e qualidade do material. Esses detalhes fazem toda a diferença para que o paciente volte a ver bem, com conforto e estabilidade visual.
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Responsável: Dra. Yandely Ch.| CRM-SP: 154.787
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