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  • Foto do escritorDra. Yandely Ch

CONJUNTIVITE INFECCIOSA: Desvendando as Causas e Sintomas da Infecção Ocular

A conjuntivite é uma condição ocular comum que pode causar desconforto e irritação. Ela ocorre quando a membrana fina e transparente que recobre a parte anterior da esclera (parte branca do olho), chamada conjuntiva, fica inflamada. Essa inflamação pode ser desencadeada por diferentes motivos, como infecções virais ou bacterianas, reações alérgicas, irritações químicas ou exposição a agentes irritantes, como fumaça ou poluição.

As conjuntivites podem ser classificadas em infecciosas e não infecciosas.

  • As formas infecciosas são mais comumente causadas por vírus e bactérias.

  • As formas não infecciosas podem ser alérgicas ou não alérgicas.

Neste artigo, iremos abordar especificamente as conjuntivites infecciosas de causas bacterianas e virais.


Conjuntivite infecciosa de causa bacteriana e viral
Conjuntivite infecciosa: sintomas, sinais, tratamento e prevenção

CONJUNTIVITE BACTERIANA


A conjuntivite bacteriana ocorre quando nossos olhos entram em contato com secreções infectadas, principalmente através das mãos contaminadas. As bactérias mais comumente associadas a essa infecção incluem:

  • Streptococcus pneumoniae

  • Staphylococcus aureus

  • Haemophilus influenzae

  • Moraxella catarrhalis.

Em casos mais graves e menos frequentes, a bactéria Neisseria gonorrhoeae, transmitida principalmente por contato sexual, pode causar uma forma mais agressiva de conjuntivite. Além disso, é importante destacar que a conjuntivite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é rara e geralmente afeta crianças.


A conjuntivite bacteriana é muito mais frequente em crianças que em adultos.


SINTOMAS: Como Reconhecer a Conjuntivite Bacteriana


Os sintomas da conjuntivite bacteriana incluem vermelhidão ocular súbita, sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, queimação e secreção ocular. Geralmente, ambos os olhos são afetados, embora um olho possa ser afetado primeiro, seguido pelo outro em um ou dois dias após. Ao acordar, é comum que as pálpebras fiquem grudadas devido à presença de secreção ocular.


É importante mencionar que, em casos graves, a conjuntivite bacteriana pode causar sintomas sistêmicos, como febre, mal-estar e dor de cabeça. Especialmente em crianças, a infecção pode evoluir para uma infecção sistêmica, exigindo cuidados médicos imediatos.


SINAIS: O Que Observar na Conjuntivite Bacteriana


Os sinais da conjuntivite bacteriana podem variar de acordo com a gravidade da infecção. Inchaço e vermelhidão nas pálpebras são comuns, especialmente em infecções mais graves, como aquelas causadas pela bactéria gonocócica. A conjuntiva pode estar injetada, com vasos sanguíneos dilatados. A secreção ocular inicialmente pode ser aquosa mas rapidamente se torna espessa e purulenta.


Em casos de infecção gonocócica ou meningocócica, a descarga ocular purulenta pode ser intensa e requer atenção médica imediata. Pequenas erosões superficiais na córnea e úlceras periféricas também podem ocorrer, principalmente em casos graves, e requerem cuidados especializados.


TRATAMENTO: A Importância da Abordagem Médica Adequada


O tratamento da conjuntivite bacteriana deve ser conduzido por um medico oftalmologista. A automedicação não é recomendada, pois o uso inadequado de antibióticos pode levar a complicações e resistência bacteriana.


O oftalmologista prescreverá medicamentos antibióticos tópicos, como colírios ou pomadas, que devem ser aplicados conforme a orientação médica. É essencial seguir as instruções do profissional e concluir todo o ciclo de tratamento, mesmo que os sintomas melhorem antes disso.


PREVENÇÃO


Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir a conjuntivite bacteriana e sua propagação:

  1. Higiene das mãos: Lave as mãos com frequência, especialmente após tocar os olhos, rosto ou superfícies públicas.

  2. Evite o contato direto: Evite tocar os olhos com as mãos sujas e evite compartilhar toalhas ou objetos pessoais.

  3. Higiene ocular: Caso haja secreção ocular, limpe cuidadosamente os olhos com gaze ou lenços descartáveis, sempre do canto interno para o externo.

  4. Ambientes compartilhados: Em ambientes onde a transmissão pode ser facilitada, como escolas, piscinas e hospitais, tome cuidado para evitar o contato direto com pessoas infectadas.

  5. Consulta médica: Em caso de sintomas oculares como vermelhidão e secreção, procure um medico oftalmologista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

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CONJUNTIVITE VIRAL


A conjuntivite viral é uma infecção ocular altamente contagiosa que pode se espalhar rapidamente em ambientes como locais de trabalho, escolas e piscinas. Os vírus podem sobreviver em superfícies secas por semanas, tornando a transmissão fácil por meio de objetos contaminados ou contato com secreções respiratórias e oculares. A conjuntivite viral é a mais comum nas duas faixas etárias (crianças e adultos).


Os seguintes vírus podem causar conjuntivite viral, sendo os adenovírus uma das causas mais comuns:

  • Adenovírus responsáveis por cerca de 90% dos casos de conjuntivite viral

  • Vírus da rubéola (sarampo)

  • Herpesvírus, incluindo

    • Vírus herpes simples

    • Vírus varicela-zoster

    • Vírus Epstein-Barr

  • Picornavírus, como coxsackievirus A24 e enterovírus 70.


SINTOMAS E FORMAS CLÍNICAS


A conjuntivite viral pode se manifestar em diferentes formas clínicas, desde casos leves até infecções mais graves que podem causar desconforto significativo. É essencial entender as diferentes formas dessa condição e tomar medidas preventivas para evitar sua propagação.

  • A forma mais comum é a conjuntivite folicular aguda não específica causada pelo adenovírus, caracterizada por lacrimejamento unilateral, vermelhidão, irritação e coceira nos olhos, além de desconforto leve com a claridade.

  • A febre faringoconjuntival que é predominantemente causada pelos sorotipos 3, 4 e 7 do adenovírus. Afeta mais a crianças e causa febre, dor de garganta e sinais gripais, além da conjuntivite.

  • A ceratoconjuntivite epidêmica é a forma mais grave de infecção adenoviral ocular e é principalmente causada pelos sorotipos 8, 19 e 37 do adenovírus. Apresentam sintomas de sensação mais intensa de corpo estranho no olho, visão embaçada e desconforto com a claridade intenso.

  • A conjuntivite hemorrágica aguda, por sua vez, ocorre principalmente em áreas tropicais e apresenta hemorragia conjuntival marcante. Essa forma é tipicamente causada por enterovírus e coxsackievirus.

  • Além do adenovírus, outras infecções virais, como o herpes simplex vírus (HSV), varicela, sarampo e caxumba, também podem causar conjuntivite folicular associada. Em alguns casos, a conjuntivite pode estar relacionada a infecções secundárias, como o herpes oftálmico, causado pelo vírus varicela-zoster, ou ser uma manifestação secundária da infecção pelo HIV.

SINAIS DA CONJUNTIVITE VIRAL


A conjuntivite viral é uma infecção ocular externa que pode variar em intensidade, de casos leves a inflamações mais graves. É importante estar atento aos sinais que podem surgir durante a conjuntivite viral, tais como:

  1. Hiperemia Conjuntival e Folículos: A vermelhidão nos olhos e pequenas saliências, chamadas de folículos, na conjuntiva são sinais típicos da conjuntivite viral. Esses sintomas podem afetar a aparência dos olhos e estão entre os primeiros a se manifestarem.

  2. Linfadenopatia: A presença de linfonodos inchados, especialmente próximos às orelhas, é outro sinal relevante da conjuntivite viral. O desconforto ao toque pode estar presente nessa região, indicando uma resposta do sistema imunológico à infecção.

  3. Inflamação Severa: Em casos mais graves, a conjuntivite viral pode desencadear hemorragias conjuntivais, quemose (inchaço da conjuntiva). Esses sinais demandam atenção especializada e tratamento adequado.

  4. Ceratite: A afecção da córnea é outro sinal relevante da conjuntivite viral. Monitorar a saúde da córnea é essencial para evitar complicações mais graves.

  5. Uveíte Anterior: Em alguns casos, a inflamação pode se estender à parte anterior do olho, levando à uveíte anterior. Embora seja geralmente leve, a uveíte merece atenção e acompanhamento adequado.


TRATAMENTO DA CONJUNTIVITE VIRAL: Cuidados e Alívio dos Sintomas

É importante ressaltar que, na maioria dos casos, a conjuntivite viral se resolve espontaneamente em algumas semanas. No entanto, algumas medidas podem auxiliar na redução do desconforto e acelerar a recuperação:

  • Higiene das mãos: Lave as mãos frequentemente com água e sabão para evitar a propagação do vírus. O uso de desinfetante para as mãos à base de álcool também é uma opção eficaz.

  • Evite coçar os olhos: Coçar os olhos pode piorar a irritação e disseminar a infecção. Evite o contato direto das mãos com os olhos e considere não usar lentes de contato durante a infecção.

  • Não compartilhe toalhas: Evite compartilhar toalhas ou objetos pessoais, pois eles podem ser veículos de transmissão do vírus.

  • Desinfecção adequada: Caso seja diagnosticado com conjuntivite viral, certifique-se de que os instrumentos e as superfícies sejam desinfetados adequadamente após o uso.

  • Tratamento dos sintomas: Lágrimas artificiais sem conservantes podem aliviar o desconforto ocular e manter os olhos hidratados. Compressas frias podem reduzir a vermelhidão e o inchaço. Em casos mais graves, o médico oftalmologista pode prescrever medicamentos tópicos como corticoides em baixa concentração, porém, seu uso deve ser feito com cautela.

  • Antibióticos tópicos: Se houver suspeita de infecção bacteriana secundária, o médico oftalmologista pode prescrever antibióticos tópicos para tratar essa complicação.

PREVENÇÃO: O Melhor Caminho para uma Visão Saudável

Além do tratamento adequado, a prevenção é fundamental para interromper a propagação da conjuntivite viral. Algumas medidas simples podem ajudar a proteger sua saúde ocular:

  1. Evite contato direto: Evite cumprimentar com apertos de mãos ou compartilhar objetos pessoais com pessoas infectadas.

  2. Higiene das mãos: Lave as mãos regularmente com água e sabão, especialmente após tocar em superfícies públicas ou pessoas doentes.

  3. Higiene pessoal: Evite tocar os olhos com as mãos sujas e, se necessário, lave as mãos primeiro.

  4. Evite ambientes contaminados: Em casos de surto de conjuntivite viral, evite frequentar locais propensos à transmissão, como piscinas públicas ou escolas afetadas.

  5. Limpeza e desinfecção: Mantenha uma boa higiene em casa e no trabalho, limpando regularmente as superfícies com desinfetantes adequados.

CONCLUSÃO

Ao adotar essas medidas preventivas e buscar tratamento adequado, você estará contribuindo para o controle das conjuntivites infecciosas (bacteriana e viral) e protegendo sua visão e a de outras pessoas ao seu redor. Lembre-se sempre de consultar um médico oftalmologista ao apresentar sintomas de conjuntivite ou qualquer dúvida sobre a doença.

Cuide bem dos seus olhos e mantenha uma visão saudável!

Responsável: Dra. Yandely Ch.| CRM-SP: 154.787

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