Blefarite: sintomas e tratamento

Blefarite e suas diferenças
Blefarite

Blefarite (“caspa nos cílios”) uma das doenças oculares mais comuns é uma inflamação que atinge a borda palpebral responsável por produzir a gordura natural presente na lágrima. É normalmente causada por bactérias e acúmulo da gordura na pálpebra podendo aumentar as chances de um processo infeccioso e inflamatório.

A A Academia Americana de Oftalmologia classificou a Blefarite em duas categorias principais, com base na delineação anatômica da margem palpebral: blefarite anterior (englobando tanto estafilocócica e blefarite seborreica) e posterior (referindo-se à disfunção da glândula meibomiana).

Sintomas da Blefarite:

  • Coceira,
  • Irritação no olho,
  • Vermelhidão,
  • Lacrimejamento,
  • Sensação de areia ou queimação dentro do olho,
  • Sensibilidade à luz,
  • Cílios grudados uns aos outros ou perda dos mesmos, as pálpebras ficam cobertas por detritos oleosos e bactérias em torno dos olhos, o que pode acarretar na perda dos mesmos.

A doença é mais comum em pessoas com pele mais gordurosa, isso porque apresentam maior tendência a secretar gordura, inclusive nos olhos, facilitando o processo infeccioso ou o acúmulo da gordura nas pálpebras além de formação de calázios (pequenos caroços na borda da pálpebra).

A falta de higiene na pálpebra pode ser um fator de risco para o ressecamento ocular ou Síndrome do Olho Seco, uma das doenças mais comuns na oftalmologia e que pode gerar processos inflamatórios graves, prejudicando toda a estrutura do olho

Doenças e condições que causam blefarite podem incluir:

  • Meibomite (mau funcionamento das glândulas sebáceas das pálpebras, chamadas glândulas meibomianas).
  • Dermatite seborréica (caspa do couro cabeludo e sobrancelhas);
  • Rosácea (doença de pele que causa vermelhidão no rosto);
  • Ácaros nos cílios (pequenos organismos nos folículos dos cílios);
  • Reações alérgicas a cosméticos ou medicamentos.

Tratamento

O tratamento é baseado na limpeza diária da borda das pálpebras (Fig 2). A higiene das pálpebras ajuda a eliminar o excesso de bactérias e gordura, o uso regular de xampu neutro (que não é irritante) ou limpadores especiais esfregando suavemente a borda das pálpebras ajuda a aliviar os sintomas. Compressas de água quente ajudam a evitar o entupimento das glândulas sebáceas. Nos casos mais graves de blefarite, são prescritos antibióticos tópicos (pomadas ou colírios) ou oralmente.

tratamento da blefarite
Fig 2. Higiene palpebral

Um exame detalhado das pálpebras e cílios é necessário para diagnosticar a Blefarite. Consulte seu oftalmologista para o controle e prevenção de complicações.

Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez| CRM-SP: 160.376

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Como prevenir a Conjuntivite?

Conjuntivite e prevenção
Sintomas da conjuntivite

Conjuntivite é a inflamação da membrana que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. A conjuntiva pode ficar inflamada e congestiva por varias causas como vírus, bactérias ou alergias. Conjuntivite viral é mais comum em adultos e com maior prevalência em verão. Conjuntivite bacteriana é responsável por acometer crianças (50-75%). Para prevenir que outras pessoas sejam infectadas siga as seguintes recomendações:
1. Desinfectar superfícies como: balcões, mesas com álcool ou água sanitária.
2. Não nade.
3. Evite tocar no seu rostro.
4. Lave as mãos com frequência.
5. Não compartilhe toalhas ou roupas .
6. Não reutilize lenços
7. Evite a auto-medicação com colírio (pode ter efeitos adversos graves pela medicação ou agravar a doenças) e procure seu Oftalmologista para ter um diagnóstico adequado. #Protejaseusolhos#

Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez| CRM-SP: 160.376

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Dr Ever Rodriguez foi discutidor e palestrante no Congresso de Oftalmologia CBO 2018

Congresso de Oftalmologia CBO 2018
Congresso CBO 2018 – Dr Ever Rodriguez

Nos dias 5 a 8 de setembro foi realizado  o “62 Congresso Brasileiro de Oftalmologia CBO 2018” promovido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. No evento o Dr Ever Rodriguez participou como palestrante e discutidor da sessão de Uveites.

O congresso do CBO 2018, um dos  grande e importantes eventos do calendário da oftalmologia no Brasil e America do Sul, contou com a participação de grandes oftalmologistas nacionais e internacionais, teve um programa científico de excelente nível, trazendo inovação e tecnologia.

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Retinopatia Diabética é uma das principais complicações da diabetes

No Brasil a Diabetes é a principal causa de cegueira dos 20 aos 74 anos. Aproximadamente 50% dos pacientes com diabetes irão desenvolver alguma forma de retinopatia diabética (RD) durante a vida. Pacientes diabéticos têm risco de cegueira 30 vezes maior do que não-diabéticos.

A retinopatia diabética (RD) ocorre quando há alterações nos vasos sanguíneos da retina.

Olho normal e retinopatia
Diferenças entre olho normal e com retinopatia diabética

Fatores de risco para retinopatia diabética:

  • Hiperglicemia
  • Hemoglobina glicada (A1C) acima de 7%.
  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Dislipidemia
  • Duração do diabetes
  • Etnia (mais comum em hispânicos e asiáticos)
  • Gravidez
  • Puberdade
  • Cirurgia de catarata.
Complicações e hemoglobina glicada
Hemoglobina glicada (A1C) e risco relativo de complicações microvasculares. DCCT

Geralmente, a retinopatia diabética afeta ambos os olhos. Pessoas com retinopatia diabética muitas vezes não percebem as mudanças em sua visão durante os estágios iniciais da doença. Mas à medida que a doença progride, a retinopatia diabética causa uma perda de visão que, em muitos casos, não pode ser revertida.

Existem dois tipos de retinopatia diabética:

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) é o primeiro estágio de retinopatia diabética. Quando esta condição existe, os vasos sanguíneos danificados permitem uma fuga de fluidos sanguíneos para o olho. Ocasionalmente, depósitos de colesterol ou outras gorduras do sangue podem entrar na retina.

Muitas pessoas com diabetes têm RDNP leve, que geralmente não afeta a visão. No entanto a visão pode ser afetada, como resultado do edema e isquemia macular.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP) ocorre principalmente quando os vasos sanguíneos anormais, chamados neovasos (novos vasos), crescem na superfície da retina ou do nervo óptico.

A proliferação dos neovasos também pode causar:

  • Descolamento de retina levando a cegueira.
  • Hemorragia vítrea pelo sangramento na parte interna e posterior do olho. Nos casos mais graves, o sangue pode preencher a cavidade vítrea e bloquear completamente a sua visão
  • Glaucoma neovascular; e’ uma complicação tardia da Retinopatia Diabética causada pela formação dos neovasos na íris (parte mais visível e colorida do olho) que podem bloquear o escoamento normal do humor aquoso (liquido presente na parte anterior do olho). A pressão no olho aumenta, o que representa uma condição particularmente grave que pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico.

Sintomas da Retinopatia Diabética:

A medida que a doença progride, os sintomas podem incluir:

  • Pontos pretos, manchas flutuantes ou alterações similares a teias de aranha  na visão (chamadas de “moscas volantes”)
  • Visão turva ou visão embaçada
  • Visão que muda periodicamente de borrada para clara
  • Perda de visão central ou periférica

Em geral, a retinopatia diabética leva anos para se desenvolver, por isso é importante ter exames oftalmológicos regulares.

A Academia Americana de Oftalmologia recomenda o seguinte (Intervalo no seguimento dos pacientes)

  • Sem retinopatia ou RDNP leve: avaliação anual.
  • RDNP moderada sem edema macular: avaliação a cada 6 meses.
  • RDNP leve ou moderada com edema macular: avaliação a cada 3-4 meses.
  • RDNP grave: avaliação a cada 3-4 meses.
  • RDP: avaliação mensal.
  • Durante a gravidez: Mulheres grávidas com diabetes devem marcar uma consulta com seu oftalmologista no primeiro trimestre, pois a retinopatia pode progredir rapidamente durante a gravidez.

Tratamento

O melhor tratamento para a retinopatia diabética é a prevenção. O controle rigoroso do açúcar no sangue irá reduzir significativamente o risco a longo prazo de perda de visão; uma redução de 1% na hemoglobina glicada (A1C) reduz o risco de RD em 40%, controle da hipertensão arterial (10 mmHg de redução na PA sistólica reduz o risco de progressão da RD em 35%). Geralmente, o tratamento não cura a retinopatia diabética nem costuma restaurar a visão normal, mas pode retardar a progressão da perda de visão. Sem tratamento, a retinopatia diabética progride continuamente.

O controle cuidadoso do diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a retinopatia diabética.

Fotocoagulação por raio laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que esse tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados, por isso é extremamente importante a consulta periódica com seu oftalmologista.

laser na retina
Fotocoagulação com laser

Vitrectomia posterior (VVPP) é um procedimento cirúrgico que tem o objetivo de remover o gel vítreo (fluido gelatinoso e transparente que ocupa a maior parte do globo ocular, cuja função é absorver impactos e manter o formato do olho), hemorragias e tecido fibroso. O procedimento é realizado com a utilização de um aparelho chamado vitreófago, o qual é capaz de remover o vítreo. Assim, é possível substitui-lo por solução salina, gás ou óleo de silicone nos caso mais graves

Ela é indicada na retinopatia diabética, hemorragia vítrea e outras doenças.

 

Vitrectomia posterior
Fases da vitrectomia posterior

Injeção de medicamentos no vítreo, em alguns casos, os medicamentos (anti-VEGF) podem ser usados ​​para ajudar no tratamento da retinopatia diabética.

Aplicação de Anti-VEGF
Injeção de medicação Anti-VEGF

Se você tem diabetes, consulte seu oftalmologista para realizar um exame de fundo de olho sobre dilatação, mesmo que sua visão pareça normal, pois é importante detectar os estágios iniciais da doença.

Fontes: https://www.aao.org

Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez| CRM-SP: 160.376

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Quer fazer Cirurgia Refrativa ?

Quer fazer cirurgia refrativa
Cirurgia Refrativa

O objetivo da Cirurgia Refrativa é corrigir erros de refração do olho 

Os erros da refração são:

  • MiopiaDificuldade para enxergar de longe. Afeta cerca de 25% da população
  • Hipermetropia:Dificuldade para enxergar de perto.
  • Astigmatismo:a visão fica desfocada

Devolvendo a qualidade de vida para pessoas que dependem das lentes corretivas

AVALIAÇÃO PRE-OPERATÓRIA 

Deve incluir um histórico médico e exame oftalmológico completo:

  • Refração Dinâmica/Estática (exame do grau). A refração deve ser estável por 1 ano ou mais antes da cirurgia.
  • Biomicroscopia do segmento anterior do olho
  • Medida de pressão intraocular
  • Mapeamento de Retina (exame de fundo de olho)
  • Paquimetria (espessura da córnea)
  • Topografia corneana (curvatura da córnea)

Estes exames ajudam a determinar os pacientes com maior chance de complicação no futuro e contraindicar o procedimento, assim também se os exames estão dentro da normalidade pode ser feita a cirurgia com muita segurança.

TÉCNICA CIRÚRGICA

Realizada por meio de um equipamento chamado Excimer Laser que irá remodelar a córnea do paciente de acordo com o seu grau. Demora em média 15 minutos, contanto o tempo pré e pós-operatório, de preparação, assepsia e antissepsia o tempo total gira em torno de 1 hora.

  • PRK – se realiza a remoção do epitélio da córnea. O laser é então aplicado diretamente sobre a córnea, o que leva a um pós operatório com mais desconforto.
Cirurgia Refrativa com PRK
Cirurgia Refrativa PRK
  • LASIK – com um aparelho especial chamado microcerátomo; porem na atualidade existe a opção de utilizar o Laser de Femtosecond (método com maior rapidez e segurança ao criar um corte com uma espessura mais previsível e uniforme), ambos métodos formam um flap (aba) na córnea. Essa aba é levantada e o laser é aplicado na parte interna da córnea, abaixo do flap. No final da cirurgia, o flap é recolocado no lugar.
Cirurgia Refrativa com LASIK
Cirurgia Refrativa LASIK
FEMTO-LASIK
Cirurgia Refrativa FEMTO-LASIK

A cirurgia refrativa pode ser realizada em pessoas entre os 21 e 40 anos

CONTRAINDICAÇÕES  

Alguns pacientes com as seguintes condições não são bons candidatos para realizar a Cirurgia Refrativa:

  • Refração instável (variação no grau dos óculos)
  • Espessura da córnea fina
  • Glaucoma descontrolado
  • Doenças de superfície descontroladas
  • Pacientes que estão em períodos de transição, como gestantes ou diabéticos descontrolados

Na Clinica EYECO Centro de Oftalmologia Especializada realizamos ambos os métodos (PRK ou LASIK) e especificamente na última priorizamos o uso do laser de femtosecond (femto-LASIK).

Fontes: https://www.aao.org

Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez| CRM-SP: 160.376

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Dr Ever Rodriguez foi palestrante e discutidor no Curso de Uveites 2018

curso Uveites USP 2018
Curso de Uveítes Oftalmologia USP 2018

No dia 21 de julho foi realizado  o “CURSO DE UVEÍTES Desenvolvendo o raciocínio clinico” organizado pelo setor de Oftalmologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).  Este curso teve como objetivo oferecer os fundamentos para um raciocínio clinico adequado nos quadros de uveítes. No evento o Dr Ever Rodriguez participou como palestrante e discutidor da sessão de Síndromes Mascaradas (doenças neoplásicas que simulam inflamação ocular).

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10 DE JULHO – DIA MUNDIAL DA SAÚDE OCULAR!

10 de julho dia mundial da saúde ocular
Dia mundial da saúde ocular

No dia 10 de julho é comemorado o Dia Mundial da Saúde Ocular, que chama atenção para um tema muito importante do nosso dia-a-dia:

“As consultas frequentemente ao oftalmologista permite detectar doenças precocemente e tratá-las com grande chance de cura”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) há em todo o mundo, 285 milhões de pessoas com deficiências visuais, sendo 39 milhões cegas. Os especialistas admitem que até 80% destes casos poderiam ser evitados.

Check-up oftalmológico anual é a melhor forma de garantir sua saúde ocular

O check-up oftalmológico é uma avaliação clínica ocular que permite a traves de exames, como biomicroscopia do segmento anterior, fundo de olho, tonometria, refração e acuidade visual, detectar possíveis doenças na fase assintomática e prevenir o aparecimento de problemas oculares graves.

É fundamental que sejam realizados periodicamente por um oftalmologista. Fique atento aos problemas visuais que podem ocorrer em cada fase da vida

  • 0 a 2 anos

Ao nascimento, é realizada a primeira avaliação oftalmológica, por meio do teste do olhinho, capaz de detectar problemas como, catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma. Se o bebê apresente lacrimejamento constante, pálpebras inchadas, secreção purulenta, olho vermelho, estrabismo, pupila esbranquiçada e assimetria, deverá ser realizada uma segunda avaliação o mais breve possível

  • 03 a 12 anos

Nessa fase, algumas crianças podem apresentam problemas como estrabismo, ambliopia (“olho preguiçoso”) e ptose (pálpebra caída) que podem ser reversíveis se tratados precocemente. Além disso, podem surgir problemas oculares chamados de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo) causando baixo rendimento escolar.

  • 13 a 20 anos

Durante a pré-adolescência e antes da fase adulta temos a maior incidência de ceratocone, doença que provoca irregularidade da córnea que pode vir acompanhado pelo hábito de coçar excessivamente os olhos. Nessa fase, também é muito comum o uso em excesso de aparelhos eletrônicos que podem causar danos à visão, como: Síndrome da Visão do Computador (CVS) e o progressão da miopia e hipermetropia.

  • Após 40 anos

A partir dos 40 anos, torna-se essencial a medição anual da pressão intraocular (tonometria), principalmente em caso de história familiar de glaucoma, e a avaliação de fundo de olho a fim de identificar danos na retina que doenças como o diabetes podem causar. Além disso, é muito comum o aparecimento da presbiopia, doença ocular caracterizada pela condição em que a lente do olho perde a sua capacidade de focar objetos de perto, sendo necessário a correção com lentes.

  • Após 65 anos

Na terceira idade é comum que as pessoas desenvolvam doenças como: catarata (principal causa de cegueira reversível no mundo) e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença ocular que afeta a área central da retina (mácula), fazendo com que haja a perda progressiva da visão.

IMPORTANTE: Somente um médico oftalmologista pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Fontes: http://www.cbo.com.br

Responsável: Dra Yandely Choquechambi.| CRM-SP: 154.787

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Dr Ever Rodriguez foi palestrante e discutidor no Congresso da Sociedade Brasileira de Oftalmologia do 2018

Dr Ever discutidor no SBO 2018 nas sessão Uveites e Oncologia
Congresso SBO 2018 sessão Uveites e Oncologia

Nos dias 28 a 30 de junho foi realizado  o Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia RJ/2018. No evento o Dr Ever Rodriguez participou como palestrante e discutidor da sessão de Uveites e Oncologia Ocular.

O congresso da SBO , um dos grande e importantes eventos do calendário da oftalmologia no Brasil e America do Sul, contou com a participação de grandes oftalmologistas, apresentando casos desafiadores e novas informações cientificas.

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Miopia é uma das principais causas de deficiência visual no mundo

Aparelhos eletrônicos e miopia
Miopia em crianças

A prevalência da miopia vem aumentando significativamente em todo o mundo ao longo das últimas décadas e é hoje uma das principais causas de deficiência visual, globalmente.

Segundo a OMS (Organização mundial da Saúde) a miopia, em 2010, afetava 27% da população mundial. A projeção para o ano 2050 é que a taxa chegue a 52%.

As causas da miopia podem ser genéticas ou ambientais (fatores socioeconômicos e culturais). A substituição de brincadeiras de rua e atividade ao ar livre, por atividades em locais fechados associado a crianças que passam muitas horas ininterruptas em frente ao computador, televisão, tablet e celular têm quase o dobro de risco de desenvolver miopia. Tudo isso pode fazer com que o distúrbio da visão apareça com o passar do tempo ou, se a criança já tem predisposição, fazer com que a miopia se desenvolva em maior grau.

Isto ocorre porque o sistema ocular das crianças ainda está em desenvolvimento e o uso da visão de perto exige um esforço acomodativo, e o excesso de tempo resulta em aumento do tamanho do globo, que caracteriza o olho míope.

Sinais e sintomas: o primeiro sinal de miopia é a redução da acuidade visual à distância (aproximação para enxergar melhor) frequentemente normalizada com lentes corretoras, mau desempenho na escola, vermelhidão dos olhos, lacrimejamento. As queixas mais típicas incluem fadiga ocular na visão de perto e borramento na visão de longe. A dificuldade para enxergar de longe pode durar meses e, se os hábitos persistirem, tornar-se um mal permanente.

As recomendações para prevenir o desenvolvimento da miopia são:

  • Incentive as crianças a brincar ao ar livre (passar mais de 2 horas por dia realizando atividades em ambientes externos tem o risco de miopia reduzido).
  • Não ficar mais de 1 hora na frente de aparelhos eletrônicos (computador, TV, tablet) e evitar posicionar-se a uma distância de menos de 40cm.
  • As crianças devem ir ao oftalmologista pelo menos uma vez ao ano.

Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez| CRM-SP: 160.376

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Síndrome de Olho Seco: causas e tratamento.

Olho seco, causas e tratamento
Sindrome de Olho Seco

Olho seco é uma síndrome resultante de várias condições que leva a anormalidade no fluxo ou na estabilidade do filme lacrimal.

Trata-se de uma desordem comum, afetando uma porcentagem significativa da população, principalmente adultos acima de 40 anos. A prevalência é similar em todo o mundo, com taxas variando entre 7-33%. Embora haja portadores assintomáticos, a maioria tem como principais sintomas sensação de corpo estranho, queimação, prurido, fotofobia, embasamento visual e lacrimejamento excessivo, o que pode causar impacto na qualidade de vida.

Qualquer situação que afete pelo menos uma das três camadas de lágrima (oleosa, aquosa e mucosa) pode originar os mesmos sintomas:

  • Atividades que exijam muita atenção visual podem causar, precipitar ou agravar a sensação de olho seco, mesmo que temporariamente. O motivo é que as pessoas piscam menos. O normal é piscar de 12 a 15 vezes por minuto. Mas, quando estamos em frente ao computador, videogame, smartphone, tablet ou televisão, pisca-se de três a cinco vezes menos.
  • Envelhecimento, uma vez que a produção de lágrimas diminui com a idade
  • Menopausa
  • Algumas doenças sistêmicas
  • Medicação, incluindo contraceptivos orais, antidepressivos, anti-histamínicos, diuréticos e betabloqueadores
  • Condições climáticas, tais como ar seco e vento
  • Substâncias irritantes, como fumaça de cigarro, poeira ou exposição a substâncias químicas
  • Qualquer trauma para o olho (incluindo queimaduras)
  • Cirurgia a laser, cirurgia de catarata

O tratamento pode visar o aumento da produção de lágrimas, manter o volume do filme lacrimal ou impedir a perda excessiva de lágrimas.

As opções de tratamento em quadros leves/moderados incluem desde: educação, modificações ambientais e dietéticas, diminuição do número de medicações sistêmicas, colírios, géis ou pomadas lubrificantes, também conhecidos como lágrimas artificiais até oclusão permanente de ponto lacrimal, anti-inflamatórios sistêmicos, cirurgia em quadros graves.

Consulte seu oftalmologista para controlar e evitar a “Síndrome de Olho Seco”.

Responsável: Dra Yandely Choquechambi.| CRM-SP: 154.787

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